agosto 09, 2011

Valiosos temperos

As especiarias que hoje em dia temos facilmente ao alcance de nossas mãos foram, no século XV, mercadorias de grande valor desejadas pelos europeus. Isso porque, além de serem usadas na medicina popular, ajudavam a preservar os alimentos - especialmente a carne que era consumida em grande quantidade pelos ricos e precisava ser condimentada para disfarçar o gosto de podre.


A pimenta, por excelência, já era usada na Ásia desde dois mil a.C.. Se tornou uma espécie de moeda sendo referida na expressão "caro como pimenta". Um quintal (60 kg) do grão valia 52 gramas de ouro.

Vindo das Ilhas Molucas, o cravo era uma das mais estimadas e raras especiarias. Um quilo de cravo equivalia a sete gramas de ouro. Era utilizado no tratamento de cáries e úlceras e aceito como pagamento de impostos na Europa ocidental.
A noz-moscada valia mais que a pimenta, pois era mais rara. Extraída da casca da semente de uma árvore tropical, um quilo de seu pó valia mais de dez gramas de ouro.
A canela já era usada por fenícios, gregos e romanos. Na Europa, conhecida como remédio eficaz para os pulmões chegou a valer mais do que o ouro.

As especiaras também eram consideradas talismãs eficientes contra os frequentes surtos de peste na Europa.


Para saber mais: Brasil, terra à vista! Eduardo Bueno, L&PM Pocket.

2 comentários:

Luis G. disse...

Lígia, um comentário totalmente "off". André Martins é personagem de "O teste do churrasquinho", em "Histórias Femininas", coletânea da Scipione, da qual a Mulher participa. Taí, só pra te dar um alô. Abração, Luis G.

Vinícius Rocha disse...

Curti saber as quantidades exatas do "escambo"! :-)
bjs bjs