Novembro 10, 2009

Balada 2009

Saiu a programação oficial da Balada Literária.
Tem até Vitor Araujo - óhhhh!
Clique na imagem,
confira e se joga!





Novembro 07, 2009

Amostras de Millôr



Millôr Fernandes é desenhista, humorista, escritor e tradutor brasileiro com um senso de humor ímpar. Este pequeno livro (pequeno apenas em tamanho 10X15cm) é uma amostra do que Millôr mais gosta de fazer. Irônico, provocativo, sensível - é leitura gostosa para qualquer momento. A coletânea traz crônicas, contos, frases e muito bom humor - textos publicados em diversos meios de comunicação nos últimos tempos. Particularmente adoro "O abridor de latas", que reproduzo abaixo.

O abridor de latas
Pela primeira vez no Brasil
Um conto escrito
Inteiramente
Em câmera Lenta

Quando esta história se inicia já se passaram quinhentos anos, tal a lentidão com que ela é narrada. Estão sentadas à beira de uma estrada três tartarugas jovens, com 800 anos cada uma, uma tartaruga velha com 1200 anos, e uma tartaruga bem pequenininha ainda, com apenas 85 anos. As cinco tartarugas estão sentadas, dizia eu. E dizia-o muito bem, pois elas estão sentadas mesmo. Vinte e oito anos depois do começo desta história a tartaruga mais velha abriu a boca e disse:
-Que tal se fizéssemos alguma coisa para quebrar a monotonia desta vida?
-Formidável - disse a tartaruguinha mais nova 12 anos depois - Vamos fazer um piquenique?
Vinte e cinco anos depois as tartarugas se decidiram a realizar o piquenique. Quarenta anos depois, tendo comprado algumas dezenas de latas de sardinhas e várias dúzias de refrigerantes, elas partiram. Oitenta anos depois chegaram a um lugar mais ou menos aconselhável para um piquenique.
-Ah - disse a tartaruguinha, 8 anos depois - excelente local este!
Sete anos depois todas as tartarugas tinham concordado. Quinze anos se passaram e, rapidamente, elas tinham arrumado tudo para o convescote. Mas, súbito, três anos depois, elas perceberam que faltava o abridor de latas para as sardinhas.
Discutiram e, ao fim de vinte anos, chegaram à conclusão de que a tartaruga menor devia ir buscar o abridor de latas.
-Está bem - concordou a tartaruguinha três anos depois - mas só vou se vocês prometerem que não tocam em nada enquanto eu não voltar.
Dois anos depois as tartarugas concordaram imediatamente que não tocariam em nada, nem no pão nem nos doces. E a tartaruguinha partiu.
Passaram-se cinquenta anos e a tartaruguinha não apareceu. As outras continuavam esperando. Mais 17 anos e nada. Mais oito anos e nada ainda. Afinal uma das tartarugas murmurou:
-Ela está demorando muito. Vamos comer alguma coisa enquanto ela não vem?
As outras não concordaram, rapidamente, dois anos depois. E esperaram mais 17 anos. Aí outra tartaruga disse:
-Já estou com muita fome. Vamos comer só um pedacinho de doce que ela nem notará.
As outras tartarugas hesitaram um pouco mas, 15 anos depois, acharam que deviam esperar pela outra. E se passou mais um século nessa espera. Afinal a tartaruga mais velha não pôde mesmo e disse:
-Ora, vamos comer mesmo só uns docinhos enquanto ela não vem.
Como um raio as tartarugas caíram sobre os doces seis meses depois. E justamente quando iam morder o doce ouviram um barulho no mato por detrás delas e a tartaruguinha mais jovem apareceu:
-Ah - murmurou ela - eu sabia, eu sabia que vocês não cumpririam o prometido e por isso fiquei escondida atrás da árvore. Agora eu não vou mais buscar o abridor, pronto!

FIM
(trinta anos depois)

Novembro 04, 2009

1908-2009

Brasil - 1938

Ele chegou no Brasil em 1935 e durante 2 anos lecionou sociologia na recém inaugurada Universidade de São Paulo. Das viagens que fez pelo país tornou mundialmente conhecidos os diversos povos indígenas que estudou como etnólogo. Foi com a obra "Tristes Trópicos" (1955) que quase ganhou o prêmio Goncourt e posteriormente seus estudos mudaram a concepção histórica (ou pré-histórica) de que os povos são classificados em atrasados ou civilizados, criando a ideia de unidade do gênero humano. Para ele, a diversidade era a única razão da existência humana. Criou uma nova forma de ver o mundo, queria uma ordem para a desordem mundial ("alguma coisa está fora da ordem, fora da nova ordem mundial" - inspirado nele Caetano também musicou versos!).
Claude Lévi-Strauss deixa obra histórica, fundamental e necessária para a sociologia, antropologia, linguística e demais ciências sociais.

França (s/d)

Novembro 02, 2009

Mmm mmm mmm... adooooooro!!!!!!!!

Clique na imagem para ver o clipe.

Once there was this kid who
Got into an accident and couldn't come to school
But when he finally came back
His hair had turned from black into bright white
He said that it was from when
The cars had smashed so hard

Mmm Mmm Mmm Mmm
Mmm Mmm Mmm Mmm

Once there was this girl who
Wouldn't go and change with the girls in the change room
But when they finally made her
They saw birthmarks all over her body
She couldn't quite explain it
They'd always just been there

Mmm Mmm Mmm Mmm
Mmm Mmm Mmm Mmm

But both girl and boy were glad
'Cause one kid had it worse than that
'Cause then there was this boy whose
Parents made him come directly home right after school
And when they went to their church
They shook and lurched all over the church floor
He couldn't quite explain it
They'd always just gone there

Mmm Mmm Mmm Mmm
Mmm Mmm Mmm Mmm

Crash Test Dummies

Outubro 31, 2009

AMAGAY!!!


Pessoas especiais
mudam nosso dia
com emails surreais.
Baby, ama tooooooo!!
;o)

Outubro 30, 2009

Caminhantes

(foto:ligiapin)


"Caminante, son tus huellas
el camino, y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante, no hay camino,
sino estelas en la mar".

António Machado
Poeta Sevilhano


Certamente outras imagens combinariam mais com o texto, mas essa foto eu tirei pensando exatamente nesse poema. ;o)

Outubro 28, 2009

7 seconds

Clique na imagem para ver o vídeo.


7 Seconds
Neneh Cherry & Youssou N'Dour

Boul ma sene, boul ma guiss madi re nga fokni mane
Khamouma li neka thi sama souf ak thi guinaw
Beugouma kouma khol oaldine yaw li neka si yaw
Mo ne si man, li ne si mane moye dilene diapale
Roughneck and rudeness,
We should be using, on the ones who practice wicked charms
For the sword and the stone
Bad to the bone
Battle is not over
Even when it's won
And when a child is born into this world
It has no concept
Of the tone the skin is living in
It's not a second
But 7 seconds away
Just as long as i stay
I'll be waiting
I'll be waiting
J'assume les raisons qui nous poussent de changer tout,
J'aimerais qu'on oublie leur couleur pour qu'ils esperent
Beaucoup de sentiments de race qui font qu'ils desesperent
Je veux les portes grandements ouvertes,
Des amis pour parler de leur peine, de leur joie
Pour qu'ils leur filent des infos qui ne divisent pas
Changer
7 seconds away
Just as long as I stay
I'll be waiting
I'll be waiting
And when a child is born into this world
It has no concept
Of the tone the skin is living in
And there's a million voices
And there's a million voices
To tell you what she should be thinking
So you better sober up for just a second
7 seconds away
Just as long as I stay
I'll be waiting
It's not a second
7 seconds away
Just as long as I stay
I'll be waiting