fevereiro 28, 2010

Recomendo

Biografia reúne documentação rara sobre Frida Kahlo
(Artigo da Livraria da Folha)

Frida em 120 fotografias, pinturas, desenhos e cartas para o leitor. Estudante audaciosa, andrógina, militante comunista, índia tehuana, mulher apaixonada, mulher ferida, sedutora e deusa. E Frida. Frida Kahlo, uma mexicana que aprendeu muito cedo sobre o sofrimento. A biografia "Frida Kahlo: Pinto Minha Realidade", de Christina Burrus, lançada no último dia 18 pela editora Objetiva, não só pincela, mas aprofunda os diversos tons que compunham a personalidade da artista. Por meio de 120 fotografias, pinturas, desenhos e cartas, a autora esmiúça a vida e a carreira de Frida. Em uma mistura de crueldade e humor, de candura e ousadia, a mexicana notabilizou-se como uma mulher livre e corajosa, que escondia suas dores. Amiga de Leon Trótski e admirada pelos surrealistas, Frida pintou essencialmente autorretratos, como "As Duas Fridas", "A Coluna Quebrada" e também algumas naturezas-mortas.

2 comentários:

Vinícius Rocha disse...

Frida só falta um "so" no nome e abundam o resultado dele no meio das cores berrantes, na vida da Kahlo.

Vinícius Rocha disse...

MUDANDO DE ASSUNTO:

Só hoje fui ver aquela pilastra persa por aqui! Vamos lá...


Sono perso

Acordei depois do tempo
que revolve o nosso tempo
e que nos varre pra baixo da alfombra.

Se existe reencarnação
fui eu daquelas bandas orientais
,e de tantas outras mais.

Um medo, um persa, um parto? Alguém que 'stava de passagem
e viu o palácio de Ciro intácto?

Um medo perso, um parto morto.
Morte ao nascer e ao morrer
,de civilização em civilização
,de relação em relação.

E o sono deita o sonho
e revela o medo
dos sonhos germes, dos sonhos natimortos.

Das pessoas que erguem colunas
e de outras que as fazem cair.

E ainda existem aqueles que só
edificam para destruir.

O que pensou Alexandre ao ver o palácio que queimou em ruínas?

O que pensam os humanos quando vagueiam sobre as suas próprias e passadas, tão vivas hoje, misérias?