dezembro 26, 2008

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"Mais uma vez o tempo me assusta
passa afobado pelo meu dia
atropela minha hora
despreza minha agenda
corre prepotente
a disputar lugar com a ventania.
O tempo envelhece e não se emenda.
Deveria haver algum decreto
que obrigasse o tempo a desacelerar
e a respeitar meu projeto
Só assim eu daria conta
dos livros que vão se empilhando,
das melodias que estão me aguardando,
das saudades que venho sentindo,
das verdades que eu ando mentindo,
das promessas que venho esquecendo,
dos impulsos que sigo contendo,
dos prazeres que chegam partindo,
dos receios que partem, voltando...
Agora, que redijo a página final
percebo o tanto de caminho percorrido
nesse ano que vai se retirando.
Apesar do tempo e sua pressa desleal
agradeço a Deus por ter vivido,
amanhecer
e continuar teimando."


Flora Figueiredo

2 comentários:

Adriano Queiroz disse...

Este poema é aquele que as pessoas lêem balançando a cabeça o afirmando.
Tb queria desaceleramento.
Gostei.

Bjão´.

Nakano disse...

Pois que 2009 seja, para vc, minha amiga, uma gostosa agitação tranquila, sempre com mente quieta e espinha ereta.
Um abraço bem apertado cheio de boas e renovadas energias
; )